Pergunta-me sempre: o que sente pelo amor? Como se o amor fosse seu nome, sua identidade, a forma como lhe vejo, sinto, possuo.
À tarde e à noite outra vez pergunta-me: sentiu falta do amor? Como se o amor fosse sua presença, seu andar pela casa, o movimentar suave de seu corpo sobre o meu, o calor que me faz sentir em plena madrugada, lua alta no céu, nossos braços e rostos sublinhados pela luz de fora.
Essa forma de querer saber sobre o amor é o que dá sentido ao jeito que olha as coisas, toca os objetos, folheia meus tantos livros.
E mesmo sabendo que sempre pergunta, é a surpresa que me abraça quando me segura a mão e sussurra: E o amor, como vai?
E quase respondo, sorriso nos lábios, que ele não vai a lugar algum já que está à minha frente, a tocar com seus longos dedos a palma de minha mão e o espaço inteiro de meu coração.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
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Um comentário:
O amor se foi...
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