Meus mortos me acordam sempre em espanto.
Tocam meus olhos e falam, sem palavras, que tudo é pequeno e cabe na palma da mão.
Meus mortos dizem por tantos meios diferentes que o único que não se perde é o amor.
Esse, que assume todas as formas, todos os contornos e transborda nas camas, nos quartos, nas salas, casas, profundezas, imensidões.
O único que não se perde.
Porque o resto sempre terra será. Jamais semente.
E meus mortos, meus mortos não mentem.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
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