sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Pausa para viagem



Sei que não é aconselhável mal começar um blog ficar vários dias sem postar... Um bom motivo talvez desculpe essa necessidade.
Viajarei alguns dias com meu pai e tios mas já já retorno com fotos do interior de Minas.
Semana que vem estarei de volta com força total. E fotos... muitas fotos.

Por enquanto fiquem com esse bichinho.. mínimo... a vos admirar... :)

Quando perceberem... já voltei!

foto: Márcia Novaes

Leônidas Pereira de Assis - parte 2 - FOTOS




Um trabalho sério se conhece aos poucos... vendo e analisando os motivos, a técnica, a arte.
Não apenas como registro de passado. Não apenas como retrato de pessoas conhecidas. Mas também como uma forma de impressionar a figura humana. Impressionar no sentido de pôr, em sua impressão, o sentimento e a força que o ser humano tem.
De retratar momentos únicos, expressões, comportamentos. De guardar, "congelar", preservar e expôr, generosamente, a diversidade que nos faz únicos.
Um trabalho sério ao longo de toda uma vida. E, nestes casos impressionar também funciona como deslumbrar e encantar.




- fotos de Leônidas Pereira de Assis

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Leônidas Pereira de Assis - meu pai



Sei que parece rasgação de seda, que sou suspeita, que "puxo brasa pra minha sardinha"... mas é inegável o talento de um cara que a vida inteira... ou praticamente todo o tempo que pôde, se dedicou à fotografia.

Alguém que nasceu em Lagoa Dourada em Minas Gerais, teve mais 7 irmãos, saiu cedo de casa para trabalhar e ainda era meio que um pai para os irmãos mais novos.
Alguém que batalhou um espaço para chamar de seu e se aposentou como bancário do Banco do Brasil tendo criado duas filhas em colégio particular, com aulas de natação em clube e inglês na Cultura Inglesa. Sem contar as férias em Paquetá, Caxambu e Cabo Frio.
Ele me disse que começou a fotografar em 1969... mas para mim ele sempre fotografou... com aqueles olhos verdes que se tornam tantas vezes azuis.
Fotografou com seu jeito quieto mas ponderado. Suas poucas e certeiras palavras. Seu tímido mas sempre muito especial carinho.
Graças a ele, eu e minha irmã temos nosso registro no mundo. Olhamos para as crianças que fomos, suas expressões, suas atitudes e olhares como se a nos perguntar: então... o que fizeram de nós?
Espero ter sempre boas respostas para dar. Ao menos o suor da tentativa.
É muito bom olhar para trás e ver essas imagens.
Olhar para frente e ver meu pai.
O mesmo jeito tranquilo... agora aposentado e ocupando todo seu tempo com mil e um afazeres artísticos.... satisfeito ainda com a fotografia. Mantendo a paixão antiga pela velha máquina e seu velho filme mas renovado com as possibilidades digitais.
E isso ainda dá mais orgulho.
Ele não pára no tempo e segue caminhando silencioso e tranquilo.
Quem viver, verá.

Tudo tem seu início


Sei muito bem quem me fez apaixonar por fotografia... quem me fez ver que a fotografia tem sentimento, tem uma história, tem um preto e branco que mostra mais que passado, mais que a infância e o aprendizado que dela vem.
Hoje sei muito mais que ontem... e ainda é ínfimo meu conhecimento. Imagina se eu não tivesse acesso a tudo o que veio antes. E antes de mim veio meu pai. E sua sede por retratar o mundo à volta. Um homem de poucas palavras mas muitas e maravilhosas imagens. Um homem quieto, tranquilo e observador. Alguém que se vai conhecendo aos poucos como se apura um gosto fino, como se aprecia um bom vinho... ou uísque, como ele prefere.
Sempre disposto a emprestar uma máquina às suas filhas ainda pequenas... mesmo correndo o risco de não tê-las de volta inteiras.
Sempre nos cantos em festas, Natais, reuniões de família. Tirando fotos. Congelando os momentos felizes a que retornamos famintos por renovação.
Graças a ele, meu pai maravilhoso, eu e minha irmã temos muitas fotos de referência. Nossas mutações em vida. E a lembrança, forte e sempre presente, daqueles momentos em que ele perguntava - Alguém vai querer algo da cozinha? - para depois fechar a porta e começar sua noite de magia... a revelar suas próprias fotos. Ficávamos - Ana e eu - a observar pelas frestas aquela luz amarela e estranha que tomava conta da cozinha como se esta se transformasse em um outro mundo.
Depois as garrafinhas com caveiras desenhadas nas prateleiras laterais da geladeria. VENENO!
A magia de meu pai. Sua alquimia em transformar realidade em ARTE.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Um belo dia...


Um belo dia de folga estive andando pela Urca, passeando pela pista Cláudio Coutinho. Era dia claro, fazia calor e havia muitos motivos para tirar fotos. A natureza belíssima à volta, miquinhos chamando a atenção, detalhes a serem retratados. Fazia tempo que não tinha tanto gosto em tirar fotos... até que quis me aproximar mais de uma plantinha para detalhar sua perfeição diminuta. Foi então que percebi que uma câmera 3.2 MP não me satisfazia mais.
Em setembro comprei uma Sony H-9 e comecei a ousar.
Fiz um curso de macrofotografia, danei a ler livros e mais livros sobre e de fotografia, viciei.
Agora tenho a Sony, minha fiel escudeira e mascote e uma Nikon D-40X que me apaixona a cada dia.
E por falar em dia... não há coisa melhor na vida que ver um novo dia começar repleto de motivos a serem registrados por minha Objetiva Subjetiva.
E é a história dessa paixão que caminha comigo que será mostrada aqui... por palavras, imagens e encantamento.