É no bote da aranha que encontras a artimanha da vida.
A paciência na espera, o mimetismo, aos poucos, ao ambiente que te cerca e onde esperas o que é teu.
O olhar atento e o desejo concentrado com o veneno que em breve te trará o alimento que precisas.
Cada movimento calculado, riscos de fome, a carne a ser sugada a se misturar com tuas próprias entranhas.
É no bote da aranha, no momento fugaz onde vida e morte se encontram, que se vê o momento único da volta, do fecho, do infinito a se completar.
Para depois, uma vez mais, te misturar às folhas, te mesclar às flores que te disfarçam e começar tudo outra vez.
foto e texto: Márcia Novaes

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